Viva o combativo 1° Encontro do Mangue Vermelho!

 


No dia 28 de janeiro, o coletivo Mangue Vermelho (MV) concretizou seu 1° Encontro Estudantil onde os ativistas foram ao campo para elevar sua formação política acerca do movimento estudantil e a situação política nacional. O evento, realizado de forma independente, foi fruto da autossustentação da organização, contando também com o imensurável apoio de professores comprometidos com a superação da caduca velha ordem, enxergando os princípios do classismo e combatividade da realização da atividade nas mãos do coletivo.

Logo pela manhã, o Mangue Vermelho organizou-se em comissões para o impulsionamento do encontro, assim os estudantes se voluntariaram nos trabalhos de ornamentação, limpeza e alimentação.

Todo espaço refletiu a alma matinal multitudinária da mais encarniçada luta de classes: nas paredes, as bandeiras da Palestina e do MV resplandeciam o ambiente representando a juventude combatente, dando margem aos cartazes dos grandes chefes do proletariado internacional — Marx, Lenin, Presidente Mao Tsetung e Presidente Gonzalo — e as luminosas guerras populares em curso no Peru, Índia, Turquia e Filipinas. Outros cartazes saudavam grandes comunistas brasileiros como Pedro Pomar e Manoel Lisboa, seguindo por gloriosas homenagens aos companheiros GedeonRafael e Cacheado da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), contando também com um cartaz honrando a companheira Remís Carla — militante do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Movimento Feminino Popular (MFP) e atuante na ExNEPe na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No início da atividade, todo coletivo se colocou de pé para o canto do hino dos povos em luta em todo o mundo: A Internacional. Dando continuidade, o MV apresentou as regras do evento, enfatizando o companheirismo através do mais restrito respeito mútuo, além da disciplina durante a plenária e a proibição de entorpecentes, convidando a juventude a se colocar de prontidão ao combate revolucionário a extrema-direita.

Lutas e conquistas dos estudantes do povo

A mesa de abertura apresentou o balanço das lutas no ano de 2022 na Universidade Federal de Pernambuco, partindo das batalhas decisivas contra a imposição da EaD, rompendo com todo imobilismo pantanoso, entendendo-a como carro-chefe da privatização da universidade. Foi ressaltado a heróica resistência aos cortes de verbas perpetrados sistematicamente pelo governo militar genocida de Bolsonaro, combatendo inseparavelmente a conivência da burocracia universitária e todo oportunismo no movimento estudantil, onde o Mangue Vermelho se fortaleceu ao levar a luta estudantil até suas últimas consequências, principalmente no curso de Pedagogia, encabeçando a vitoriosa batalha pelos novos bebedouros instalados através do enfrentamento a tríplice aliança burocrática (Reitoria-Diretoria do Centro de Educação-UNE) em sua mais crua face.

Estudantes organizados nos comitês de lutas do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) e do curso de Pedagogia aprofundaram as mobilizações realizadas, sendo acertivos ao constatar que não existe educação sem luta. Uma companheira atuante pelo MV e MFP concluiu a mesa de abertura relatando que a síntese científica da ideologia marxista compreendida pelo coletivo foi o fator decisivo para que a fizesse enxergar o diferencial da organização dentro do movimento estudantil.

Estudantes da UFPE dos mais variados cursos prosseguiram com suas falas. Como todos são os primeiros de suas famílias a ingressar numa universidade pública, relataram o profundo ódio que sentem pela desumanização imposta aos estudantes do povo — como a drástica redução de bolsas, falta de bebedouros em outros centros, inexistência de insumos nos laboratórios, infestação de cupins, censura no Centro de Educação (CE) e os 1000 dias de fechamento do RU. Aqui podemos destacar a fala de um estudante secundarista que saudou a luta nas universidades unindo-a as dificuldades também enfrentadas nas escolas públicas e municipais de Pernambuco, afirmando: — a luta transforma a realidade!

Toda animosidade foi ainda mais elevada com as palavras de ordem uníssonas: "Sou pedagogo, sou cientista e não aceito o caminho imobilista!", "Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!", "Servir ao povo de todo coração! Tropa de choque da revolução!".

A Revolução constrói o mundo novo

Os ativistas presentes trataram de exaltar a já vitoriosa resistência empreendida pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) através da Revolução Agrária e a Aliança Operário-Camponesa, em todo país, construindo o Brasil novo.

O Mangue Vermelho denunciou as criminosas execuções na Área Revolucionária Tiago Campin dos Santos, em Rondônia, onde o campesinato pobre vem vertendo seu sangue na luta pela terra. Depois do debate, todos se colocaram de pé para cantar o hino Conquistar a Terra concluindo com as palavras de ordem: "É terra, é terra pra quem nela trabalha! E viva agora e já a Revolução Agrária! É morte, é morte ao latifundiário e ao burguês e viva o poder operário e camponês!"

Após o almoço, a mesa seguinte iniciou com os cânticos dos hinos antifascistas Jovem Guarda e Bella Ciao, prosseguindo com uma exposição do documento Democracia Popular e Nova Democracia publicado pelo Fausto Arruda no AND em 2003. O riquíssimo debate desdobrou-se na situação política nacional, conclamando a juventude revolucionária a defender as liberdades democráticas com luta combativa, aplastando não só a extrema-direita celerada financiada pela grande burguesia e latifundiários mas também o golpe contrarrevolucionário preventivo em curso planejado pela direita militar do Alto Comando das Forças Armadas, rompendo com toda e qualquer ilusão oferecida pelo velho Estado e o governo oportunista de turno coalizionado com a direita liberal.

Os ativistas destacaram a última nota escrita pelo MV intitulada "As ilusões dos coadjuvantes da farsa eleitoral", pondo em evidência todo histórico da corrente democrática-revolucionária do movimento popular. Foi exaltado as vitórias estudantis obtidas na região pernambucana desde o início com o boicote as taxas de provas e matrículas em 2003 — desaguando na conquista da gratuidade do ensino público superior — passando pela ativa participação do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) nas jornadas de 2013 em Recife, contando com a companheira Remís Carla em suas fileiras — ocupando a Reitoria da UFPE no mesmo ano para barrar a privatização do Hospital das Clínicas e ocupando novamente em 2015 pela Paridade Estudantil — até o surgimento do coletivo Mangue Vermelho em 2019, continuando o caminho já trilhado, mobilizando audazmente os estudantes do povo contra os cortes de bolsas acionados desde a pandemia, arrancando com luta combativa cada vitória do movimento estudantil recente.

O debate encerrou, contundentemente, com as palavras de ordem "Derrubar os muros da universidade! Servir ao povo no campo e na cidade!" e "O povo prepara sua rebelião! Se abre o novo tempo para a Revolução!"

Ao raiar do crepúsculo, a atividade foi concluída na plenária final onde os estudantes elegeram a coordenação do coletivo Mangue Vermelho e votaram seu plano de lutas com a convicção de transformar ainda mais as universidades numa grandiosa trincheira da luta de classes!

Viva o 1° Encontro do coletivo Mangue Vermelho!
Viva o movimento estudantil combativo!
Abaixo o oportunismo e todo imobilismo!
Rebelar-se é justo!

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