Helenira Rezende de Sousa Nazareth

Estudante da USP, Guerrilheira do Araguaia

Participou do movimento estudantil dos anos de 1967 a 1970, sendo eleita para a diretoria da UNE, período de 1969/70. Foi presa e torturada pela “famigerada equipe do Fleury”.

Posteriormente passou a viver na região do Araguaia onde se dedicava à agricultura. Em entrevista a um jornalista, na floresta, relembrou acontecimentos dos anos do movimento estudantil, afirmando: “Esse regime que ensangüenta o Brasil precisa ser derrubado. Isto está na cabeça e no coração de milhões de jovens”. Na mesma ocasião da entrevista enviou uma mensagem de confiança aos estudantes: “Empunhem firmemente a bandeira da liberdade, não dêem tréguas à ditadura; quem persiste na luta acaba triunfando”. 

No dia 29/9/72, cercada por tropas da reação, não se amedrontou. Recebeu uma rajada de metralhadora nas pernas e verteu muito sangue; mesmo assim continuou resistindo até a última bala, matando um soldado e ferindo gravemente outro. 

Ao ser presa, ainda viva, gritou a seus algozes: “Os companheiros me vingarão!”. Foi assassinada em seguida, tendo seu corpo sido enterrado na localidade chamada Oito Barracas. Helenira honrou a juventude brasileira e ressaltou também o papel da mulher na luta pela liberdade.

Reprodução: https://alvoradadopovo.wordpress.com/2022/09/30/helenira-rezende-de-sousa-nazareth/

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